Chegado ao pesqueiro (pés de galo) montei uma pequena zagaia/casting jig Maria Mucho Lucir de 25 gramas, azul e prateada.
Lançando e recolhendo com a ponteira alta aos toques e com pausas para deixar a zagaia afundar, apanhei cerca de 40 bichos destes, tendo libertado mais de metade:
Notei que a maioria dos ataques se dava durante a pausa, quando a zagaia afundava, ainda apanhei algumas cavalonas que com este material light dão uma luta muito agradável.
Resolvi também experimentar outra zagaia da Maria, a Viva Parade de 25 gramas, e também resultou. As cavalas encontravam-se a alguma distância da margem, zagaias com estas são bastante boas, pois lançam muito bem.
Por vezes bastava lançar e deixar a amostra afundar que o ataque sucedia-se, ferrei várias de seguida, em contrapartida, passavam-se alguns minutos sem sentir qualquer toque, voltando depois em força os ataques e ferragens.
Em suma é uma pesca divertida, uma alternativa para quando o mar não nos deixa pescar aos robalos ou não está propício para tal, e também é uma excelente pesca para "iniciar" malta que nunca pescou nas lides do spinning e da pesca, pois com a grande probabilidade de capturas, é fácil de viciar novos pescadores.
Como a água estava lusa e o calor apertava, eu mais o meu amigo e colega Pedro Luzio, decidimos vestir os fatos de mergulho e ir fazer à água, apenas para vislumbrar grandes cardumes de salemas, sargos, alguns robalecos que por ali andavam no meio das pedras e até um grande choco que se irritou com a nossa presença mandando uma nuvem de tinta, foi simplesmente uma tarde muito bem passada.
Até ao próximo lance!