quarta-feira, 13 de maio de 2009

Novo Projecto! Visitem!

Como muitos de vós já sabem, fui convidado pelo Fernando Corvelo para fazer parte da equipa do Blog Robalos nas Ondas, juntamente como Carlos Fazenda e Alexandre Alves, convite esse que aceitei.
Irei passar a postar nesse mesmo blog, por isso a todos os leitores e visitantes do Lances na Rebentação que estejam interessados, passem a seguir-me no Robalos das Ondas!

Aqui fica o link:

http://www.robalos.blogspot.com/


Vemos-nos por lá!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Lobo da Areia, Darter Strike II !

Finalmente uma aberta para ir spinnar.
Como bom aficionado, aproveitei.
As previsões apontavam para mar com vagas de 2 metros, demasiado mar para os pesqueiros de pedra que gosto de frequentar.
Fui então para uma praia só de areia, como não fazia à muito.
Comecei com as Duplex, nos 1ºs lançamentos ferra-se uma boa baila que meto a seco.
No lançamento seguinte outra, mas esta acaba por desferrar, no entanto continuo praia fora...
A água estava bastante turva e o mar partia bem, escolho a Duel Darter para ir ao sal, pois é uma amostra que aguenta mar.
Ao lançar para uma zona de fundão, dá-se o ataque, seco e inesperado.
Depois de uma luta breve eis que fica a seco um robalo bem clarinho, daqueles que vagueiam na areia em busca de presa.
Marcou na balança 2,55 kg,magro, bastante pouco peso para o comprimento que tinha, provavelmente emagreceu muito devido ao esforço da desova.
Passado uma hora dou a pesca por terminada, o Mar e o Vento decidiram fechar a praia aos meus lançamentos.
Em suma, foi uma belíssima manhã.
Pena que a amostra meta água...literalmente...




Até ao próximo lance!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sunday morning Darter Strike!

Este Domingo, dia 22, finalmente tirei os primeiros peixes decentes de 2009.
O mar estava forte, com enchios, e a água tapada.
Depois de ter encontrado um local onde a água corria com força por entre uns calhaus submersos, lançando a partir de uma pedra alta para não levar ripada das ondas, estes dois decidiram aniquilar a Duel Darter.





O maior acusou na balança aproximadamente 2,400 kg, e o mais pequeno 1,600 kg.

Material:

Cana Lucky Craft LCF 2,90 m cw 10-30 gr.
Carreto Shimano Twinpower 4000 FB.
Amostra Duel Darter (sardinha com barriga vermelha).
Multi Fireline 0,17 mm + baixo Seaguar ACE 0,33 mm.
Água salgada, e Fé!

Agradecimentos ao fotografo de serviço, Alexandre Alves.

Até ao próximo lance!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Pesca com vinis às bailas

Como já há mais de um mês que nem o tempo, nem o mar têm deixado pescar, para além de ter estado em época de frequências, que finalmente terminou, resolvi escrever sobre algo que faço geralmente no Verão, apesar de nas outras três estações já ter resultado.
Isto é, uma pesca com amostras de vinil virada às bailas.
Aqui fica uma foto duma baila, para ajudar à sua identificação.



O que de seguida irei descrever é a maneira como pesco, materiais que tenho usado, baseado na minha experiência pessoal, não sendo de maneira nenhuma técnica original ou 100% certa que venha descrita em livros de pesca desportiva, pode até ter incorrecções.
É antes uma "técnica" que uso que advém de outras, juntamente com experiências vividas e que produziram resultados concretos e relativamente consistentes.
Irei então tentar descrever quando, onde, como, e que materiais utilizo neste tipo de spinning, ou deveremos dizer, mais correctamente, pesca com amostras artificias?
Na região onde costumo pescar, na praia das Bicas, Meco e Lagoa de Albufeira, as bailas são uma espécie predadora que coexiste com o seu primo robalo, capturando-se com alguma frequência, na experiência que tenho, especialmente nas zonas de areia, apesar de já as ter capturado em zonas de fundo rochoso.
Por vezes as bailas deslocam-se em cardumes, o que, quando é o caso, nos pode proporcionar várias capturas e ataques num curto espaço de tempo.

Situação

Quando o mar se encontra relativamente calmo, mas com as ondas a rebentarem junto da margem com força, e remexendo bastante areia ao rebentar (Situação, a meu ver mais comum em praias de grande declive, como a Praia das Bicas).
É quando opto por utilizar esta técnica, que produz alguns resultados.
Nos dias em que o mar rebenta longe e cria aqueles longos mantos de espuma, que bastante se diz serem propícios para o robalo, nunca fui bem sucedido com esta técnica, no entanto, creio que é possível serem capturadas na mesma.
A melhor imagem que consegui arranjar, apesar de não ser a melhor, nem de representar fielmente as condições que quero aqui descrever, foi esta:


Nesta situação acredito que as bailas se alimentam mesmo junto da margem, aproveitando a comida posta a descoberto pelo revolver das ondas.
Na realidade, quando opto por este tipo de técnica, o mar normalmente "parte" com mais força na margem, levantando mais areia, e fazendo uma maior zona de rebentação do que na imagem acima.
Logo, é normal que ao pescarmos com uma técnica que explore mais esta zona específica, que as probabilidades de as capturarmos aumentem, e é isso que quando pesco com o vinil tento fazer.

Canas, carretos e fio:

Uso o meu material regular de spinning, a cana Lucky Craft LCF , junto com um carreto Shimano Twinpower 4000 FB. Um carreto leve, e que não tenha uma recuperação demasiado alta servirá.
Em relação à cana, apesar de ligeira, é indicada para jerkbaits e amostras rígidas, tornando-se demasiado pesada e pouco sensível para esta pesca, apesar disso "desenrasca" bem.
Uma cana como a Lucky Craft ESG, a Hiro Magister Lure, entre outras, com acções mais leves, finas, ligeiras, e sensíveis, adequam-se melhor.
Em relação ao fio, uso na mesma o multifilamento Berkley Fireline 0,17 mm, mas qualquer outro de boa qualidade e diâmetro não excessivo, a meu ver resulta bem, existindo várias alternativas como o Power Pro, Varivas, Spiderwire, Highseas Grand Slam, etc...
Continuo a utilizar um baixo de fluocarbono, com cerca de 40 cm's ou mais, dependo de a água estar lusa ou não.
Em relação a marcas, utilizo Seaguar, nas medidas 0.33 mm, apesar de achar que diâmetros mais finos, como um 0,25 mm, possam trazer vantagens a este tipo de pesca, ainda não tive oportunidade de testar.

Amostras de vinil, anzóis e lastro:


Em relação à montagem, executo uma montagem Texas normal, com a única diferença de em vez deusar um chumbo bala, usar um chumbo redondo furado de 10 gramas, isto simplesmente porque foi os que até à data arranjei com este peso, nunca tendo encontrado chumbos bala com 10 gramas ou mais, apesar de acreditar que existam, por isso, acredito que o chumbo bala, com o peso adequado resulte na perfeição.
Em relação às amostras tenho tido resultados especialmente com dois modelos (talvez porque tenham sido aqueles com que tenho insistido mais, e que passaram mais tempo na água) sendo eles as Zoom Super Fluke (12 cm's) e as Slug-Go de 11 cm's e o modelo maior de 15 cm's.


A amostra que mais uso, Zoom Super Fluke, na cor ice.


Promenor da coloração.



Outra cor que já me deu resultados, no mesmo modelo de amostra, na cor pearl white.

Tive sucesso com estas cores tanto de dia, como de noite, apesar de à noite ter realizado mais capturas, mesmo com águas tapadas, por isso, nesta "pesca" para mim o branco e os tons de branco com brilhantes são as primeiras a ir à água.


Nesta foto, podemos ver uma Super Fluke, juntamente com o peso de 10 gramas que uso, e os anzóis que também mais vezes utilizado:
- O 1º (a contar de cima) é o que mais gosto, tanto em tamanho, como em formato e qualidade (apesar de muita gente os considerar pequenos, não tenho tido razões de queixa) e são os Gamakatsu EWG nº 3/0. Picam bem e não perdem a picada depois de uns banhos, adaptam-se muito bem a este tipo de amostras, são resistentes à corrosão e fortes.
- O 2º é o Gamakatsu WORM 314 MB nº 4/0, com as mesmas características do anterior mas com um formato ligeiramente diferente, gosto de usar mais estes com os slug-go e amostras mais finas, em situações que possa deixar o bico do anzol de fora (como a pescar na areia).
- O 3º é da marca Cannelle, modelo Vanadium 5316K nº 3/0, têm uma qualidade bastante inferior aos anteriores, não sendo tão resistentes nem com um bico tão afiado, no entanto, por o preço de 5 Gamakatsu, compra-se uma embalagem de 20 anzóis destes, sendo a escolha mais económica, mas de menor qualidade.



Em comparação, uma Slug-Go de 12 cm's já montada e juntamente com os anzóis mencionados anteriormente.


Aqui fica o registo das Slug-Go de 15 cm's, que uso quando as águas estão mais tapadas, as ondas a quebrar com mais força na areia e o mar mais levantado que o habitual, ou quando já experimentei as amostras mais pequenas e não obtive resultados, pois neste tipo de pesca normalmente começo com as amostras mais pequenas, e não com as maiores. Em relação às cores, deixo o preto com brilhantes para as noites escuras e águas muito tapadas, depois de tentar o branco com pontos pretos (que foi o mais similar que encontrei neste modelo à cor ice das Super Fluke, de que eu tanto gosto), que uso tanto de dia como de noite, águas lusas ou tapadas (excepto se muito tingidas).
Os anzóis neste caso, são do mesmo modelo que os outros, mas com tamanhos maiores.


Comparação entre as Slug-Go de 11 e 15 cm's, e a Super Fluke de 12 cm's, a régua é de 15 cm's.

Montagem


Como já referi, faço uma montagem Texas simples, como explicam nestes vídeos:






Coloco o peso antes de empatar o anzol, como no segundo vídeo, com a diferença de usar um chumbo esférico, ficando este a deslizar livremente na linha, mas ao ser lançado e trabalho, ira mover-se junto à amostra.


Depois utilizo o nó Clinch para ligar o terminal ao anzol já montado na amostra, mas podem ser utilizados outros nós, como o Palomar por exemplo, que é até considerado superior.


Exemplo de como executar o nó Clinch.

Tenho sempre o cuidado de deixar o nó, quando possível, dentro da própria amostra, para evitar que o chumbo bata no nó, enfraquecendo-o.




Aqui está o exemplo de uma Super Fluke já montada.

Animação:

Ao pescar com este tipo de amostras e pesos (cerca das 10 gr), os lançamentos nunca serão muito longos, o que na minha opinião não é muito importante, pois o objectivo é aquela faixa junto à margem onde as bailas com as condições de mar acima descritas, poderão vaguear.

A animação que utilizo é bastante simples, faço uma recolha lenta, dando toques pausados entre eles, para a amostra se levantar do fundo, e espero um ou dois segundos, para que ela volte a descer.
A grande maioria das capturas que fiz foi com este tipo de animação, simples e lenta, pois o objectivo é a amostrar trabalhar o maior tempo possível dentro da zona alvo, e por vezes, eficaz.



Aqui está toscamente representada o tipo de acção que eu estava a referir, sendo que se pode alterar entre o tempo esperado entre os toques, assim como fazer pausas deixando a amostra imóvel no fundo por momentos.
Por vezes o jogo entre as pausas, toques e recolha linear é a chave.
Apesar de por norma não realizar grandes variações ao usar esta técnica, elas são possíveis, e por vezes podem salvar a "grade" e dar uma boa surpresa, ou transformar uma pesca medíocre numa excelente pescaria, pois o peixe pode só atacar a amostra se ela se comportar de determinada maneira, mas isso é algo que nunca tempos como certo.



Concluo esta partilha com a maior baila que capturei em 2008, usando esta técnica, descrita noutro post.
Quero relembrar, mais uma vez, que o que aqui escrevi não é nada mais nada menos que a minha opinião, e isso vale o que vale, este texto baseia-se nas minhas experiências e resultados e não quero de forma alguma que o que aqui esteja escrito seja interpretado como uma regra. Ou como ensinar a pescar, desta forma ou daquela, porque assim é que se pesca bem e está correcto.
Existem N formas de pescar com amostras artificias, esta é apenas mais uma.
É essa diversidade que faz da pesca com amostras algo tão viciante.
As "regras" quase universalmente aceites em relação às cores das amostras, animações, situações em que se devem usar, etc...existem, e possivelmente escrevi algumas coisas que contrariam essas regras, como usar a cor branca em águas tapadas, e de noite, mas mais uma vez, foram soluções que comigo resultaram com regularidade, e como tal, tive o maior gosto em transmitir as minhas experiências a quem visitar este blog, e ler esta partilha.

Até ao próximo lance!

E lembrem-se!



É hora de nos unir-mos e lutar por um Mar que é de todos!







O Lances na revista "O Pescador"!





Aqui fica o Link: http://revistaopescador.blogspot.com/

Pois é, o Lances na Rebentação foi seleccionado o blogue do mês na edição Fevereiro da revista sobre pesca desportiva "O Pescador".
Trata-se de uma pequena entrevista a mim, sobre o que me levou a pescar e a fazer spinning, e como surgiu este blogue e quais os objectivos que espero atingir com ele.
Para mim é simples, o objectivo deste blogue é partilhar as minhas experiências, sejam elas de pescarias, como de técnicas, materiais, entre outros, assim como receber feedback dos visitantes ao blogue, sejam eles pescadores de spinning, ou "civis" não pescadores.
É de denotar, que na revista referiram-se a "depois da marca das 1500 visitas", faltou um 0, era 15.000 visitas :)
Espero que as revistas apostem mais nos blogues pessoais de pescadores e na sua divulgação, não que este seja exemplo de algo, mas existem outros blogues listados na lista de links bastante bons, por isso não se esqueçam, dêem uma vista de olhos, há gente a escrever sobre coisas interessantes e úteis desde Norte a Sul.

Até ao próximo lance!

Vinis e acessórios, onde levar?

Como habitualmente gosto de pescar com vinis que necessitam de alguns acessórios específicos, como chumbos de vários tipos, anzóis de formatos e tamanhos diferentes, cabeçotes com variadas formas, cores e pesos, entre outros, aqui fica como transporto os meus vinis e acessórios já há uns bons meses.
Em relação aos vinis propriamente ditos, deixei o saco estanque da Vileda para trás, e agora uso uma bolsa da Plaway que me foi oferecida pelo meu primo Alexandre Miguel (acessório bastante útil, um obrigado!), existem no mercado outras bolsas similares de outras marcas, esta é razoável na minha opinião.



É constituída por uma cobertura de tecido resistente, similar aos das mochilas, tem aproximadamente 20 x 15 cm, acondicionando sem problemas vinis grandes, como os Super Fluke Magnum, e em termos de funcionamento, o conceito é o mesmo que um dossier. Mas ao invés de folhas, traz cerca de dez "saquinhos" estanques, estilo zip pack, muito parecidos com as embalagens das amostras de vinil.
Como uma imagem vale mais do que mil palavras...



Como defeitos aponto-lhe a fraca resistência do metal das argolas à "dossier", que oxida com uma facilidade espantosa, mesmo que não entre em contacto directo com a água do mar, por isso aconselho a, se houver paciência e vontade, passar esta bolsa por água, já que os vinis dentro das bolsas impermeáveis não são afectados.
O seu pior defeito, é no entanto, a fraca resistência das bolsas impermeáveis, rasgam-se com muita facilidade pela sua base ficando inutilizadas, mesmo que não se encham muito com amostras, e outro ponto fraco é o sistema de fecho que por vezes é difícil de fechar, e nalgumas bolsas, com o tempo, simplesmente já não fecham nem vedam.
Em suma, é um produto bastante prático, que permite uma boa organização das amostras moles, barato (cerca de 5 euros), e que a meu ver tanto desta marca como das outras, serve na perfeição para a sua função, arrumando-se com conforto e facilidade na nossa mochila ou até mesmo num bolso mais avantajado de um colete de pesca, ou impermeável, ou ainda, nas bolsas de "canguru" de alguns fatos de vela.

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Em relação aos acessórios em si (cabeçotes, anzóis, chumbos, etc..), uso uma simples e eficaz caixa de plástico com divisões comprada na loja do Chinês e feita numa qualquer empresa de "vão de escada no gigante do Oriente."
Sinceramente não me lembro quando nem em que loja comprei estas caixinhas, pois já as tenho há bastante tempo, muito antes de fazer spinning, sei no entanto que são resistentes e desempenham a sua função.


Tem as divisões suficientes e à medida para o material que uso, claro que para outro pescador que goste de levar mais variedade de cabeçotes e anzóis por exemplo, uma caixa maior será o mais adequado, estas têm pouco mais de um palmo, e servem-me pois levo poucos anzóis e cabeçotes, a não ser que vá especificamente fazer este tipo de pesca, e aí irei equipado com mais opções, aqui fica uma foto da caixa aberta, e do tipo de material que pode acondicionar.


Na divisão de cima guardo os cabeçotes e anzóis wide gap lastrados; na do canto inferior esquerdo os chumbos redondos e chumbos bala, em baixo ao centro os pesos de dropshot, e no canto inferior direito, uma pequena selecção de anzóis para vinil de diferente formatado (EWG e Worm) e tamanho.

Até ao próximo lance!

Fim de frequências!




Finalmente a época de frequências em rajada, qual MG-42 a debitar chumbo em full auto, chegou, por enquanto, ao fim, lancem-se os foguetes!
Finalmente poderei voltar a postar e a dedicar-me mais um pouco ao blogue, em relação a pescas, há mais de um mês que não vou, como é natural com um tempo e mar destes.
É o ciclo da Natureza que tem que ser respeitado, é o defeso por ela mesmo imposto.
Esperemos que muitos dos "nossos" pesqueiros recebam fundos renovados, que proporcionem boas condições aos robalos quando o mar voltar a estender-nos um convite a ir fazer uns lançamentos à rebentação.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Noite gelada

Na anunciada noite mais fria do ano, após um interregno de pesca, lá voltei às lides.
Na companhia do primo Alex lá fomos direitos à zona do costume, apesar do frio abaixo de 0, que se fazia sentir.
Chegados ao pesqueiro já de noite, e apesar do frio brutal que nos mandava embora lá nos equipamos e fomos mandar uns lances à rebentação.
A maré estava vazia, e fizemos cerca de duas horas da enchente, o mar apresentava-se com alguma força e enchios, e fazia-se sentir uma brisa de leste que gelava até os ossos, apesar das diversas camadas de roupa quente que levei.
Quanto a capturas surgiram duas, que sem dúvida fugiram do infantário e tinham mais olhos que barriga.

Um robalo do tamanho da Flashminnow 130, imediamente devolvido à água depois da foto.


Uma baila pequena que atacou, imagine-se, uma Daiwa Saltiga de 17 cm's, pouco mais pequena que ela, apesar de na foto já não ser visível, a fateixa dianteira da amostra vinha presa à boca do peixe, ou seja, a amostra foi mesmo atacada, apesar do tamanho.
Após a foto, foi libertada.


Tanto eu como o Alex ainda tentamos outras técnicas, como o vinil, nas enseadas de rocha onde o mar se encontrava mais calmo, mas não deu em nada.

Enfim, uma pesca que apesar de peixes de tamanho XS e sem capturas dignas de nota, veio a comprovar que o tamanho das amostras, que muitas vezes consideramos grandes demais, apanham também peixes pequenos.

Até ao próximo lance!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Marisco

Com o mau tempo que se tem feito sentir, tenho estado face à impossibilidade de ir ao mar, e aproveitando a calmaria de vento e de chuva, ontem peguei em mim e fui spinnar com os vinis aqui pelo Barreiro.
Depois dum toque de o que devia um cachaço já porreiro (mas começo a achar que realmente nunca sei o que ataca a amostra, quando se está a pescar com vinil) que acabou por desferrar...
...Passado mais um lote de lançamentos, sinto a amostrar prender ao fundo.."Bem aí vem mais uma ostra", quando afinal..



Uma santola!
Agarrada pelas costas, ou terá sido pelas patas? Ao vinil lastrado com um cabeçote.
É o fim do Mundo, até já marisco apanho!
E esta ein?

Até ao próximo lance!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Noite eléctrica

Ontem à noite, pescando numa zona de mista de pedras e areias, "demos com eles".
Sabia-mos que os robalos lá andavam, mas as águas estavam muito lusas, e o peixe atacava as amostras a medo, estando muito desconfiado.
Durante 15 minutos aproximadamente foi um festival de ataques falhados, sentiam-se muitos toques, mas o peixe raramente ficava bem ferrado, e quando ferrava muitas das vezes soltava-se por vir mal picado.
Eu só consegui tirar um cá para fora, mas por ser pequenote foi imediatamente devolvido.
Passado momentos ferrei um bom robalo, que cheguei a ver pois já estava praticamente a seco, à vontade com mais de 2 kilos, um daqueles que já não apanho à meses, mas o Mar estava do lado dele, e acabou por desferrar praticamente a seco, e rapidamente apanhou boleia duma onda e voltou para o seu meio. A amostra que estava a usar quando o ferreiro foi a Daiwa Saltiga de 17 cm's, pelos vistos o tamanho não os assusta e foi uma boa compra.
Mas houve quem para além de muitos toques e ataques falhados, tenha capturado uns belos robalos, ficam aqui as fotos que eu tirei, pois sei que rendeu mais tarde, depois de eu e do Xandre já estarmos a caminho de casa.


O pequenote que eu apanhei, prontamente devolvido.


E o Ricardo Caetano AkA Bokas a fazer das suas!


Parabéns a ele e ao seu irmão pela pescaria que fizeram!


Quanto a mim, grandes só nas fotos, e com Zoom!

Um abraço a todos os que lá tiveram, e até ao próximo lance!

Atitude de louvar

Querida felicitar e acima de tudo agradecer ao meu amigo João Afonso (o artista do lado esquerdo da fotografia) que capturou e libertou um robalo fêmea (estava ovada) com 3,7 kg.
Parabéns pela atitude! É preciso ser-se um grande pescador e uma grande pessoa para tal!



Um grande abraço!

Até ao próximo lance!

sábado, 1 de novembro de 2008

Open Surfcasting Pesca Desportiva - PT



A realizar-se dia 30 de Novembro, na Praia de São João, na Costa da Caparica.
A prova é de surfcasting, por isso aqui fica o aviso para os praticantes, irá certamente ser uma excelente prova e convívio.

Concurso PCA


A realizar-se no dia 30 de Novembro na Praia da Légua, na zona da Nazaré.
Contempla a apenas pesca com amostras (Spinning ou Corrico).
Irá ser uma prova com catch & release obrigatório (todas o deveriam!).

Eu vou!

sábado, 25 de outubro de 2008

Noite de vento

Ontem fui ao sítio do costume espairecer, deparei-me com um mar relativamente caído, e muito vento.
Depois de bater durante várias horas uma zona de rochas, decidi ir até ao areal, já de noite, fazer uns lançamentos antes de ir embora.
Quando a amostra já estava praticamente na margem, ferra-se esta baila que deu uma luta agradável e que estreou a amostra.





Material usado:

Cana Lucky Craft LCF 2,90 m, cw de 10-30 gr.
Carreto Tica Streamstar 3500 (emprestado e de reserva, o meu Daiwa foi à oficina)
Linha Fireline 0,17 mm.
Baixo de Fluocarbono Tubertinni Gorila UC-4 0,35 mm.
Amostra Jackson Athlete Slim de 14 cm's.

domingo, 19 de outubro de 2008

Fim do Dia

Depois de umas quantas grades seguidas nos pesqueiros da minha zona, finalmente lá matei o vício.
Na companhia de bons pescadores e melhores amigos.
O mar apresentava-se com excelente aspecto, oxigenado e com espuma, set's de ondas bem cadenciados, tudo apontava para um final de tarde e noite produtivo, e assim foi.
O primeiro a ferrar um foi o Ricardo "Bokas" Caetano, que apanhou também o maior da sessão, com 5,5 kg, animal fantástico!



A amostra usada foi a clássica Daiwa Saltiga de 14 cm's, na cor Laser Sardine.

E o João Beja, irmão do Ricardo, também lhe deu bem, com dois bichos, um com 1,2 kg e outro com 2,5 kg.

Mais uma vez, a Saltiga a fazer estragos.

Eu também os provei desta vez, ferrei um pequeno que devolvi rapidamente, e pouco tempo depois tirei um com 1,45 kg.
O João Afonso somou e seguiu com um bonito peixe com 2 kg, e o João Oliveira também marcou, com um robalo idêntico ao meu.
O meu grande amigo Alexandre Alves tirou 5 peixes de quilo, libertando todos (à Mestre!).


O bonito peixe do João Afonso, a amostra...para variar...uma Saltiga.


E a foto dos três mafiosos, o João Oliveira também usou a Saltiga, eu mantive-me fiel à tradição e ferrei o peixe com a minha velhinha e fiável Lucky Craft Flashminnow 130 MR Zebra American Shad.
O Alexandre bem...com esse artista qualquer amostra dá peixe, mas usou tanto as Flashminnow, como as Daiwa.

Foi uma noite cinco estrelas, em que toda a gente tirou alguma coisa, gostei, venham mais.
Um abraço aos camaradas desta pesca!

Até ao próximo lance!

domingo, 14 de setembro de 2008

Spinning...mas sem os grandes!

A saga do peixe pequeno (ou peixes manhosos...) continua.
Hoje, na companhia do Filipe Pais (grande pescador de spinning e um ás da construcção de amostras), João Borges (grande pescador de embarcada), e do meu Pai, fomos fazer uma pesca.
Todos fizeram spinning, menos o meu velho, que optou como é hábito, pelo surfcasting.
O pesqueiro encontrava-se na maré vazia, maré esta de grande amplitude, a água mexia, tudo parecia indicar que talvez os Labrax's mais crescidos por lá andassem.
Fomos batendo uma zona rochosa, enquanto o meu pai preferiu ficar numa zona de areia.
Num espumeiro com menos de dois palmos de água, e muito perto da margem, ferrei um cachaço com cerca de 1 kg (não tenho foto desta vez), que libertei. Até voltar a apanhar um robalo "a sério", liberto tudo que seja abaixo dos dois quilos aproximadamente.
O labrax entrou com um vinil (Zoom Fluke) com um cabeçote "darter" de 5 gr.
Mais tarde, usei uma montagem texas e um Fluke (cor smoking shad), com um peso bala de 7 gr.
Ao lançar para junto de uma rocha, senti um toque, esperei um pouco, e ferrei.
E ferrei bem, pois a luta começou, algumas cabeçadas, e depois, peso morto...
Resultado, um bodião já bem crescido, certamente com mais de quilo, mas não foi pesado.
E assim ficou a minha pesca. (Só o fotografei em casa, como tal, não colocarei a foto).
Quando cheguei à praia, para surpresa minha o meu pai tinha apanhado uma moreia já jeitosa, não a pesei, mas deveria andar na minha opinião à volta dos 2,5 kg ou mais, era bem maciça, será pesada mais tarde para conferir!






Como não levei máquina comigo para junto da água, hoje as fotos não são das melhores, peço desculpa.

Até ao próximo lance, e que seja com um robalo grande! Um só! :)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Night Strike!

Ontem à noite, eu e o meu primo Alexandre Miguel, fomos fazer uma investida ao sítio do costume. Mas decidimos ir para uma zona rochosa, já que a Lua Nova estava a proporcionar uma maré de grande amplitude, estando a chegar à baixa mar passado cerca de duas horas de começarmos a pescar, por isso fomos ver se enganava-mos algum que pudesse andar nos caneiros e nas zonas de espuma entre as pedras, que não deviam ter mais que dois palmos de água.
No sítio inicial deparamos com bastantes limos, o que nos obrigou a mudar de sítio, pois nem os vinis conseguiam trabalhar no meio de tanta alga.
Num caneiro com alguma profundidade entre duas enormes pedras, começamos a bater esse canal com vinis.
Nada.
Até que decidi arriscar uma Flashminnow 110 SP Aurora Mackerel, o risco não era de prender no fundo, pois o sítio tinha alguma profundidade, mas sim acertar sem querer em cima de uma das pedras estavam fora de água, e eu sabia que naquele local, normalmente os seabass estão por detrás dessas duas pedras, provavelmente à espera que alguma coisa seja arrastada pela escoa das nossas nesse canal.
De dia é mais fácil fazer lançamentos a rasar as pedras...à noite já é um pouco mais complicado, mas arrisquei.
Fiz cerca de 10 lançamentos e nada...
Até que, num deles....Strike! Já tá!
O bicho ainda deu uns arranques porreiros que obrigaram a embraiagem do Daiwa a ceder, mas com a ajuda do meu primo lá o encalhamos e conseguimos apanhar.
Pela força que fez pensei que fosse bem maior, pois a amostra vinha presa de lado...acusou 1,340 gr.





Depois das fotos, no lançamento a seguir, Trauuu!!! Um ataque forte daqueles de robalo crescido, a embraiagem disparou e eu levantei a cana, aguentei-o, até que, quando comecei a recolher, nada....desferrou.
Estava mal picado pensei eu, mas quando fui observar a fateixa traseira da Flashminnow, via-se perfeitamente que estava aberta...
Bem, paciência, umas vezes ganham eles, outras nós.
Com a maré a começar a subir decidimos ir para a areia.
Montamos os vinis das bailas (Super Fluke na cor Ice) , e toca a lançar para a rebentação...
Passado os minutos o meu primo faz sinal que tinha um ferrado.
Depois de alguma luta, já estava na areia.



Uma baila que acusou um 1 kg.
Com um peixe cada um, e já perto da uma da manhã, pusemos as canas às costas e fomos embora com a grade safa.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Bigode e Barba

Dia 26/8/2008 fui fazer uma investida ao sítio do costume, acompanhado do meu primo Alexandre Miguel, e do meu pai.
Eu e o meu primo fomos fazer spinning começando a pescar nas pedras, e o meu velho ficou-se pelo surfcasting na praia.
O mar estava muito sujo, e com alguma força, com a maré a começar a encher.
Numa zona com seixos rolados e calhaus ainda fora de água, com com muito pouca água, mas que fazia bastante espuma.
Começamos a pescar com vinil, pois uma amostra rígida ali era prisão certa.
O meu primo colocou então um Senko branco, montado à texas com chumbo bala de 7 gr.
Passado uns lançamentos lá safou um cachaço que acusou 1,1 kg e 46 cm.
E eu...apenas toques.
Fomos então para o areal.
Comecei com as Flashminnow e ainda insisti, mas nada, nem um toque.
"Bem como isto tá, pode ser que as bailas apareçam e caiam nos vinis brancos do costume".
E assim fiz, mas mais uma vez, nem um toque.
Até que chegamos ao pé de onde o meu pai tinha montado o estaminé.
"Então qué que apanhas-te, uma sargueta ou uma boga?"
"Vai lá ver."
E não é que desta vez tinha uma tábua, um sargo legítimo que pesou 1,5 kg certinhos.
E eu carreguei a grade, que também faz falta!


O meu primo Alex Miguel e o robalo de 1,1 kg.


O meu velho com um sargo legítimo de 1,5 kg, apanhado ao surfcasting com lingueirão congelado, a pescar numa zona mista de rocha e areia, foi uma boa estreia para a cana Daiwa Jet Sport de 4,5 m.


E pronto, foi uma bela pesca em família.

Até ao próximo lance!